E o VAR? Veio para ficar?

Por Giovanna Pereira Paulucci, Assistente de Marketing da Indigosoft


Dentre as participações mais memoráveis dessa Copa na Rússia, com certeza a tecnologia do VAR (arbitro de vídeo) foi uma das mais comentadas. Foi a primeira Copa a utilizar esse recurso. Na Copa de 2014 no Brasil, foram testados os sensores da linha do gol, mas parece que não pegou, já que só tem sido usado em campeonatos menores. E o VAR, será que fica?

Antes da Copa começar, o debate era se ao diminuir os erros de arbitragem com a utilização da tecnologia, o debate, a polêmica e a emoção também diminuiriam. Resultado: NÃO! Polêmica não faltou, houve lances subjetivos que o juiz em campo optou por não olhar o VAR (como o lance que o jogador mexicano pisou no tornozelo do Neymar, cuja a fama de simulador já prejudica a empatia dos juízes) e lances que o VAR foi utilizado e a decisão do árbitro de vídeo foi contestada mesmo assim (o pênalti não dado no Gabriel Jesus no jogo contra a Bélgica). Ainda se está em discussões em quais situações ele deve entrar ou não.

A interferência do VAR foi bastante utilizada tanto nas eliminatórias como no mata-mata, até mesmo, deu suas caras na final ao corrigir um lance que o juiz não viu, no qual o jogador da Croácia, Perisic, tocou a bola com a mão, dando a oportunidade para Griezmann marcar o segundo gol da França na partida. Segundo dados da Fifa, retirados de uma matéria da UOL Esporte, “nos 48 jogos da primeira fase houve 335 consultas ao vídeo (média de 6,97 por jogo), das quais 14 mudaram a decisão da arbitragem em campo. Já entre oitavas e semifinais foram 110 consultas ao VAR em 14 jogos (média de 7,85), mas apenas duas revisões — cabe a ressalva quanto às cinco prorrogações, que fazem a média a cada 90 minutos cair para 7”.

Mas a FIFA considera uma experiência positiva, segundo ela, antes das semifinais, o índice de acerto nas decisões dos árbitros foi de 99,3% – sem o VAR a entidade estima que o índice de acerto seria de 95,73%. Então, com os devidos ajustes e se estabelecendo critérios de uso mais claros, devemos ver o juiz tecnológico dando muito o que falar ainda.

Comentários

Seu endereço de email não será publicado.