A verdade sobre a extinção das profissões com a chegada da Automação

Por Wellington E. Alves - Head of Automation na Indigosoft


Com a chegada da era digital, o movimento por robotização da mão de obra se tornou cada vez mais forte. Robôs não reclamam de altas cargas de trabalho, não esquecem, não tem hora de descanso, não tiram férias.

A era digital trouxe com ela uma grande questão para o futuro de algumas profissões. A especialização se torna ponto principal da evolução, pois para “programar” uma máquina precisa de uma pessoa que saiba o que aquela máquina precisa fazer.

Pegando carona em um termo um pouco polêmico, por isso não vou me estender muito, a tecnocracia é um sistema de organização política e social fundado na supremacia dos técnicos. Fazendo uma correlação com os dias de hoje, os trabalhos repetitivos, facilmente substituídos por robôs, estão em sérios apuros.

Mas e agora ? O que fazer ? Sou um profissional de backoffice, não tenho mais emprego? Caaaaalma que não é bem assim...

Se tem uma verdade que não tem como esconder é que no futuro teremos muitos robôs executando muitas tarefas. Uma consequência natural da evolução. Um exemplo simples é de um robô que limpa a casa: não adianta colocá-lo no jardim, acionar o botão e esperar que a casa apareça limpa. Alguém precisa colocá-lo no local correto e esperar que o mesmo execute o trabalho e desligá-lo.

Por mais tecnológico que possa parecer o humano ainda faz parte do processo, o que obviamente serão necessários menos humanos. Junto com essa diminuição da mão de obra, algumas profissões serão extintas.

Pelo prisma da sustentação do ser humano, outras profissões tendem a aparecer. Como na transição de outras revoluções, existe um tempo cinzento, onde os encaixes dos conhecimentos guiarão o surgimento de novas profissões.

Em matéria da revista Você S/A, por Claudia Gasparini de 13 set 2016, são listadas 32 profissões que estão ameaçadas pelos robôs. Vamos citar 4 delas que tem uma probabilidade beirando os 100% de chances de serem robotizadas:

Contador na área de impostos 98,7%
Assistente de empréstimos 98,4%
Analista de crédito 97,9%
Analista de orçamento 93,8%

Uma coisa em comum dessas profissões, são as necessidades de cada um. Não é necessário fazer negociações ou ter interação com pessoas para executar o trabalho. São regras pré-definidas que ao final apresentam um resultado. Quando chegou o caixa eletrônico não foram eliminados os humanos do processo, apenas foram redirecionados para atividades diferentes.

Por outro lado, criando um paradigma de transformação, algumas profissões tendem a aparecer. Não é uma disputa homem máquina e sim uma possibilidade e oportunidade do ser humano se reinventar. Novas profissões tendem a surgir ou cada vez mais ser mais específica, como por exemplo:

- Especialista em energia renovável – Responsável em propor soluções de energia limpa.
- Cientista de Dados – Aplicando estatísticas as novas tecnologias.
- Protético de Robô - Atuando em próteses robóticas.

Para acompanhar a evolução, o profissional de hoje tem que ter uma mente muito flexível, aberta a mudanças e quebra de paradigmas. A tecnologia disruptiva vem para transformar todos os setores e todas as profissões. Nada será como antes. Precisa existir uma troca entre seres humanos e robôs, a maior busca está em humanizar os robôs e robotizar cada vez mais as tarefas repetitivas e chatas do dia a dia.

Referência:
http://exame.abril.com.br/carreira/32-profissoes-ameacadas-por-robos-nos-proximos-20-anos/
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/26/tecnologia/1477502097_899751.html

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