Internet das coisas e códigos reescrevendo o mundo são sinais do futuro imediato

Internet das coisas e códigos reescrevendo o mundo são sinais do futuro imediato
Publicado por: DÉBORAH OLIVEIRA Publicado em 09 de Novembro de 2016 às 12h09

Em apresentação no IT Forum Expo, Silvio Meira, pesquisador da área de software, alertou para transformações que batem à porta

Chips com alta capacidade de processamento e pequenos tamanhos, drones, impressão 3D e até 4D, casas conectadas, robôs inteligentes, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), Application Programming Interface (APIs) e código reescrevendo o mundo. Esses são apenas alguns exemplos citados por Silvio Meira, pesquisador da área de software, para ilustrar que o futuro é agora.

Ao falar em apresentação principal no IT Forum Expo, que acontece nos dias 8 e 9 de novembro, em São Paulo, Meira alertou que todas essas novidades já são, na verdade, parte do dia a dia das empresas, ou pelo menos começam a aparecer em suas estratégias, mudando a forma como as pessoas vivem e trabalham.

Um dos temas destacados por ele foi a internet de todas as coisas. “Estamos falando da internet de tudo, que é uma orquestração de agentes que compartilham dados e ações usando protocolos padrão articulados por pessoas e algoritmo e não há como fazer isso sem APIs”, observou.

Para falar sobre o tema, Meira chamou ao palco do IT Forum Expo Thoran Rodrigues, CEO da BigData Corp, empresa especializada em soluções de Big Data. “A sensorização nos permite ganhar produtividade. À medida que automatizamos as coisas, a criatividade surge”, ressaltou, acrescentando que estamos saindo da era técnica, do profissional expert que tinha de executar uma série de comandos para programar, para outra na qual não vamos precisar de conhecimento profundos de tecnologia e a criatividade será chave.

Falando sobre novas tecnologias, Cezar Taurion, consultor de mercado, apontou que muitas plataformas ainda têm, hoje, seu potencial pouco explorado, como o blockchain. Mas esse quadro está com os dias contados. “O blockchain não pode ser visto como curiosidade. Ele não é simplesmente a infraestrutura por trás de bitcon. Há muito para ser explorado, como direito autoral, propriedades, certificados de imóveis, certidão de casamento e registros de obras de arte”, alertou.

De fato, assinalou Meira, é possível ser mais inovador no uso de tecnologias. Concordou com ele Eduardo Rabboni, Chief Digital Officer (CDO) da Algar Telecom. Ele lembrou que a forma de fazer negócios mudou completamente e as empresas precisam se adaptar a essa nova realidade. “Como transformar uma indústria que nasceu preocupada em propriedade, produtos e máquina para uma que se preocupa com valores. Essa é a discussão da transformação”, refletiu.

Máquinas por todos os lados

Sobre o uso massivo da tecnologia, Meira apontou que ela será responsável pelo desaparecimento de profissões, como a de operador de call center, que poderá ser completamente substituído por máquinas dotadas de inteligência artificial.

“Temos de formar e garantir a manutenção de equipes de altar performance na era digital”, ensinou Sandra Turchi, sócia-diretora da Digitalents, cujo objetivo é conectar empresas e talentos digitais. Ela apontou que é preciso, ainda, manter-se sempre atualizado sobre novas tecnologias e tendências.

  Fonte: http://bit.ly/2ftjicF
 

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