Você está preparando seu filho para hoje ou para o futuro?



Encare um fato: as formas de trabalho estão mudando. Os estudos dizem que um terço das profissões de hoje deixaram de existir, pois serão postos automatizados. Não que isso seja algo ruim, os humanos deixarão de ocupar posições monótonas, repetitivas e muito dispendiosas, é enfadonho para o funcionário, dispendioso para o empresário e mais tempo de espera para o cliente. O ser humano vai se concentrar em tarefas em que ele é especialista, precise se relacionar, analisar e criar. Mas, francamente, nossas escolas estão formando esses funcionários?

O jovem de hoje é bombardeado por várias informações ao mesmo tempo. 40 minutos lendo slides, ouvindo uma história com uma voz monótona ou copiando a lousa é pedir demais para a concentração dele às 7 da manhã. Leituras imensas e prolixas não aguçam a curiosidade. A escola parece desinteressante, porque ela não se mostra de uma forma interessante. Além de que, o modelo - ler um texto, decorar e retirar um pedaço de conteúdo para responder uma questão na prova – não gera conhecimento. O conhecimento provém da análise de uma informação, criar algo a partir de análise e transformação do conteúdo.

As escolas deveriam incentivar a pesquisa, o gosto pela curiosidade. Ler um slide, pode-se fazer pelo slideshare, mas analisar, discutir opiniões, formar senso crítico para criar opiniões, isso a internet não faz pelo estudante. A leitura de ser tratada como algo gostoso e leve e com aplicabilidade prática. Millennials trabalham com propósitos, utilidade daquilo que aprendem.

Passar no vestibular não é um fim em si, para que ele quer aquele curso, o que ele espera daquela carreira? A busca pelo saber é eterna e contínua para quem não quer ficar na média. O futuro vai precisar ainda mais de pessoas assim, empreendedoras, criativas, com capacidade de análise.

A escola do seu filho fala de vida financeira? Empreendedorismo? Ela incentiva você a debater? Discordar? O que ele pode criar lá dentro? E muito se engana, essas matérias utilitaristas que pensam que apenas Português e Matemática dão essa bagagem. Aulas de arte em suas diversas formas, Filosofia, Ciências, História, tudo traz repertório para a criatividade, ensina a gostar de perguntar. Feiras culturais, cientificas, projetos próprios são coisas, por exemplo, que permitem o aluno mostrar conhecimento de fato.

Muitos professores optaram por parar de lutar contra a tecnologia, incorporaram os smartphones, os tablets, no material de aula, como ferramenta de pesquisa ou consulta. Deixando a aula mais focada em debates e menos em conteúdos expositivos. Outros perceberam que trabalhos podem ser apresentados em novas mídias, podem ser em formatos de games (gamification é uma tendência da educação), de vídeos, músicas, histórias, dentre outros. Além de que pode ser uma ferramenta de diálogo entre escola, alunos e pais, um meio de organização de tarefas e compromissos. A tecnologia já é a linguagem natural dos alunos, mas muitas vezes a escola não fala a mesma língua. Da forma com que é hoje, ao chegar no mercado de trabalho haverá mais vagas disponíveis do que gente qualificada para serem de fato especialistas, inovadores, analíticos, líderes e tudo mais que o mercado precisa.

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